Primeiramente um bom diagnóstico com classificação do estado clínico. Se a lesão encontrada pela videocolposcopia e pela biópsia pode ser de baixo grau ou alto grau. Avaliação do parceiro sexual pelo urologista seja pela penioscopia ou biópsia.

Em seguida é discutido como paciente as alternativas com suas vantagens e desvantagens. Como não há medicação específica para tratar o vírus do hpv, todo tratamento visa erradicar de forma radical as células infectadas. Assim pode-se utilizar métodos mais antigos até os mais modernos. As antigas cauterizações podem ser utilizadas, porém destroem muito o colo uterino ou vagina ou a vulva podendo causar retrações fibroses e deformidades. Apresentam um alto índice de falha pois a infecção é multifocal, isto significa uma grande área coberta pela corrente elétrica produzindo calor e queimaduras.

Os métodos de congelamentos ou criocauterização em que se utiliza o gás carbônico, congela as áreas suspeitas. Assim falham muito, pois nem neste método como no anterior se tem a certeza da profundidade e das extensão da destruição das lesões. Os métodos cáusticos, como ácido triclorácetico ou 5 fluoracil, queimam destruindo sem aprofundar e são realizadas várias aplicações com resultados estéticos insatisfatórios na vulva como despigmentação, perda da pilificação (perda de pelos), retrações e cicatrizes. Em vulva a camada epidérmica não é totalmente atingida e assim os índices de recidiva são altos e falhos. Como vantagem, são baratos e podem ser realizados em regime de consultório. A cirurgia de alta frequência onde se utiliza uma corrente elétrica tem algumas vantagens, ela pode realizar a retirada de um pequeno ou grande fragmento como por exemplo um cone do colo uterino. Pode ocorrer sangramentos ou hemorragias quando não se observa os limites e não se respeita a anatomia vascular. Pode falhar pois pela multifocalidade algumas áreas podem não estarem representadas naquela amostra. Qualquer maior intervenção pode lesar o colo e mutilar a anatomia genital.