Algumas causas podem ser diagnosticadas como endometrioses, aderências pélvicas, tumores pélvicos como miomas, cistos funcionais e cistos ovarianos e tubários. Nas aderências pélvicas, observa-se alças intestinais, bexiga, trompas, ovários, epíplon (capa de gordura dos intestinos, aderidos colados aos órgãos que normalmente são livres). Estas aderências podem ser firmes ou frouxas sendo as primeiras causas de dores.

A videolaparoscopia pode liberar estas aderências com uma pequena intervenção com índice de sucesso muito superior às cirurgias convencionais. Aliás, aderências pélvicas surgem de cirurgias convencionais na maioria da vezes.

Outras causas de aderências, inflamação pélvica (doença inflamatória pélvica) é a endometriose. É uma doença onde o tecido tipo endométrio (forro interno do útero que menstrua) se aloja sobre os órgãos internos do abdome como ovários, bexiga, intestinos, trompas, ligamentos uterinos e ali, sofrendo influência dos hormônios ovarianos, também menstrua produzindo dores e inflamação local induzindo aderências e deformidades no órgão como útero, ovários e trompas, levando a modificações anatômicas e funcionais e consequentemente à infertilidade.

A videolaparoscopia pode identificar estes focos, dimensionar a gravidade e tratá-los adequadamente com vários recursos. Os tumores ovarianos ou cistos podem também ser tratados pela videolaparoscopia, preservando a reprodução e funcionalidade sem a radicalidade das cirurgias convencionais.

Outro fator importante na investigação da dor pélvica crônica é que perto de 20% das mulheres onde não se detecta nenhuma causa objetiva, o fator de violência sexual na infância ou adolescência como causas estupro, insatisfação sexual podem ser correlacionados como causas psicossomáticas.

Nos estudos ultrassonográficos algumas características podem sugerir algumas patologias, como: desvios uterinos, reforços dos contornos dos órgãos pélvicos, presença de cistos de conteúdo densos com debris (sugerindo endometriomas de ovários), grandes miomas subserosos que podem comprimir e produzir desconforto pélvico.

Mas uma boa consulta deve vir primeiro para afastar outras causas, osteoarticulares, renais, gastrointestinais, neurológicas. A videolaparoscopia é um recurso que muito cooperou nos diagnósticos e nos tratamentos das dores pélvicas crônicas.

NADA SUBSTITUI A CONSULTA COM SEU MÉDICO