Em todas as partes de nosso corpo, existe uma referência de normalidade e de estética aceitável. As insatisfações com estes aspectos proliferam as clínicas de estética que colaboram nestas buscas do ideal almejado. Estes referenciais quando não encontrados causam complexos, traumas, bloqueios, insatisfações e infelicidades. A área da cosmetoginecologia resgata estes parâmetros de beleza, restabelecendo a autoestima, a segurança da sedução e a felicidade nos relacionamentos.

O que se pode fazer na ginecologia cosmética?

Na esfera masculina, predomina a insatisfação com tamanho, grossura, cor, bolsa escrotal, deformidades e aumento de curvaturas penianas, tamanho dos mamilos e das mamas hipertrófica (ginecomastia).

Na esfera feminina, predominam tamanho dos pequenos lábios vaginais, aumento da gordura supra púbica (capo de fusca), escurecimento, flacidez vulvar e vaginal, alargamento vaginal, impedindo relações sexuais prazerosas e com produção de ruídos e flatos (vento vaginal) que causam complexos e bloqueios, exuberância do clitóris ou redução do mesmo, que produzem incomodo durante as relações sexuais ou criam constrangimentos sexuais. Criando um vínculo sexual sem grandes envolvimentos e criatividades pelo fato dos bloqueios estéticos.

A estética genital não constitui doença funcional na sua grande maioria, exceto na hipertrofia de pequenos lábios que podem aumentar a incidência de fungos ou mesmo causar desconforto sexual (dispaurenia de penetração). Assim, a ginecologia cosmética adiciona diversos procedimentos minimamente invasivos já utilizados em medicina estética que podem ser realizados em ambiente ambulatorial sem internação hospitalar, com sistemas de anestesias locais e sem afastamento do trabalho.

Ponto G – Existe de fato ou somente uma miragem?

Evidências do ponto G: Dr. Ernest Gräfenberg em 1950 na Alemanha, descobriu uma área de hipersensibilidade tátil que anos mais tarde Kaplan e Master Jhonson definiriam como substrato erógeno.

A cerca de 4 cm da entrada vaginal na parede anterior pouco abaixo da bexiga uma área de intensa sensibilidade pressórica, definiria a respostas orgásticas feminina. A idade, menopausa, redução hormonal poderiam reduzir esta hipersensibilidade tornando a excitação mais difícil de ser atingida. Em artigo da revista “new scientist”, o médico italiano dr. Emanuelle Janini afirma ter comprovado existir o ponto G através de exames de ultrassom. Nove mulheres que relatavam orgasmos vaginais exclusivos (sem a estimulação do clitóris) apresentaram um espessamento entre a vagina e a uretra, e essa protuberância não foi identificada em outras onze mulheres que não sentiam prazer com o estímulo mecânico dessa área.

Onde fica o ponto g:

O médico norte-americano dr. David Matlock patenteou a injeção no ponto G como “g-shot”, sendo, pois o único que pode usar essa denominação nesse tratamento. Ele afirma que 87% das suas pacientes relataram melhora na capacidade de se excitar e de chegar ao orgasmo após a aplicação, o que careceria confirmação.

O dr. Matlock cobra US$ 1.850,00 dólares por aplicação de g-shot, que sugere repetir a cada seis meses, e cobra US$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos dólares) para a “dose-dupla”, prevendo o dobro dessa duração. No Brasil não podemos usar a marca g-shot, e os valores do tratamento sem “grife” são bem mais acessíveis.

O crescente número de médicos propondo aumento do ponto g, cirurgias de “rejuvenescimento vaginal” e “virgenização”, levou o colégio americano de ginecologistas e obstetras (ACOG) a alertar ao público sobre esses procedimentos, oferecidos como rotina na prática médica, sendo na verdade indicados apenas para tratar disfunções específicas (problemas de ordem psicológica, por exemplo, não serão beneficiados).

1 – clitóris 2 – meato uretral 3 – vagina 4 – abertura vaginal 5 – ânus

Sexualidade feminina: frigidez e anorgasmia

Frigidez ou baixa responsividade sexual foi um termo criado por Freud quando se referiu a mulheres com “falta de libido”. Embora caminhe para o desuso, é o mais usado pela população para significar “distúrbios do desejo sexual”.

A frigidez pode ser leve (orgasmo demorado, mas frequente), moderada (orgasmo raro, mas presente) e severa (orgasmo ausente ou anorgasmia), incapacidade de chegar ao clímax e gozar por falha na conexão “mente/excitação/genitais”.

As estatísticas indicam que atinge cerca de 30% das brasileiras. Pode ocorrer por falta de testosterona, (“hormônio do tesão” feminino), depressão, ansiedade, estresse, anti-hipertensivos, antidiabéticos, sedativos, tabaco, alcoolismo e outras drogas, conflitos conjugais, dificuldades financeiras, inabilidade do parceiro, confronto de gênios, falta de privacidade, insônia, cansaço físico ou mental, sobrecarga de trabalho, doenças orgânicas diversas, etc.

Se os exames de laboratório revelarem ser a causa o déficit de testosterona, por exemplo, a solução fica fácil, e ao corrigir o problema a vida sexual da mulher se normaliza. Identificado um medicamento responsável pelo quadro, um conflito, enfim, algo que impeça que a excitação sexual desencadeie o orgasmo, o problema se resolve com rapidez e facilidade.

Em alguns casos, identificar a(s) causa(s) pode ser bem difícil, exigindo equipes multidisciplinares de especialistas, exames laboratoriais às vezes disponíveis em poucos países do mundo, muitos deles difíceis de serem conseguidos no Brasil. Cabe lembrar as anomalias estéticas que acanham podem bloquear a estimulação sexual e causar frigidez por motivos banais, de fácil correção: alterações do clitóris (hipertrofia, hipotrofia, fimose), dos lábios vaginais (mucosa e gordura em falta ou em excesso, etc.), da cavidade vaginal, dos pelos, da pele da região genital, etc.

Himenoplastia

Himenoplastia, a cirurgia que refaz o hímen, surgiu na França, sendo realizada em todo o mundo, inclusive no Brasil, há mais de uma década. Virou moda nos EUA e Europa, o que talvez aconteça também no Brasil.

O rompimento do hímen pode ser consentido, acidental (por ferimentos, ingenuidade infantil, etc.), ou fruto de violência sexual / estupro, quando costuma deixar sequelas e conflitos psicológicos graves. Em muitas sociedades, a tradição, dogmas religiosos, etc., ainda impõem castidade (e virgindade) à mulher, e dela dispensam o homem. A mulher que “perdeu a virgindade” pode até tornar-se indigna do casamento! A declaração universal dos direitos humanos, ao estabelecer a igualdade entre os sexos, impõe que tais “diferenças” sejam abolidas. Pureza e honradez decorrem de caráter íntegro, não de hímen íntegro!

Ao “refazer a virgindade”, a himenoplastia permite conciliar a igualdade entre os sexos ao respeito a folclóricas tradições religiosas e sociais, e a liberdades individuais, como a fantasia de casar virgem, o capricho de reviver uma simbólica “primeira entrega”, reeditar a “lua de mel”, etc. Sempre que um hímen rompido coloque em risco os direitos da mulher, a himenoplastia poderá restabelecer em sigilo esse direito, evitando a reedição de injustiças, que ao longo da história humilharam, desonraram, discriminaram e fizeram sofrer, até mesmo condenando à prostituição bilhões de mulheres, pelo “delito” da perda de virgindade.

Refazer o hímen pode atender opção pessoal, convenções sociais, preceitos religiosos, fetiche, fantasia sexual, etc., mas configura um direito da paciente e um pressuposto de civilização que cabe aos médicos que a realizem respeitar, observando absoluto sigilo.

A himenoplastia é uma cirurgia simples, feita sob anestesia local, em apenas meia hora, com rápida recuperação, sem internação hospitalar. Se a paciente quiser recuperar a virgindade com a previsão de perdê-la em seguida, poderá manter relações sexuais 15 dias após a cirurgia. Apesar de questionamentos éticos, essa cirurgia é legalizada no Brasil, conforme o dr. Marcos D. Ricci, responsável por seu projeto de implantação no hospital das clínicas de São Paulo para vítimas de abuso sexual, ou sob pressão da família, por motivos religiosos.

A himenoplastia deve ser feita apenas em mulheres com até 35 anos de idade, e com no máximo dois partos normais, e consiste na “emenda” dos fragmentos do hímen persistentes na vagina. Quem a pretenda por motivos estéticos, como a fantasia de casar-se virgem, deve procurar serviço de ginecologia focada a estética cirúrgica que realize “cirurgias da intimidade”.

Pacientes adultas serão orientadas sobre possível sangramento e dor na primeira relação após a cirurgia; as infantis e as incapazes terão os pais, tutores ou responsáveis legais, como receptores de suas orientações.

Os serviços de medicina que realizam essa cirurgia nos EUA, na Europa, e em cidades brasileiras como Rio de Janeiro e São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte, Florianópolis têm apresentado demanda crescente. Mas na maioria dos estados brasileiros, ainda é pouco solicitada. Será uma questão de tempo este tempo urge e é acelerado nas sociedades mais informada e consciente.

Labioplastia redutora

Consiste na redução dos pequenos lábios que podem por genética constitucional hipertrofiarem ainda na adolescência. Referem as mulheres portadoras destas alterações anatômicas se sentirem complexadas, com aumento da incidência de fungos e monílias, bem como desconforto nas relações sexuais com dificuldades e dores na penetração.

A cirurgia consiste em retirar o excesso de pele e mucosas em técnicas cirúrgicas com propósitos estéticos retirando hora as porções escuras ou retirando as assimetrias com diversas abordagens seja com cirurgia de alta frequência, laser, e colas biológicas ou com suturas com fios delicados que são absorvidos em 15 a 21 dias. Procedimento pode ser realizado em regime day hospital sem internação e que liberam as mulheres mais cedo e precocemente aos labores profissionais.

Este procedimento pode ser associado a outras técnicas de biomodulação como a bioplastia genital para promover uma harmonia entre os lábios menores que foram corrigidos e os grandes lábios que podem ser volumizados.

Perineoplastia e vaginoplastia

A vagina e o períneo são estruturas que se constituem por músculos que promovem a elasticidade da genitália interna e externa da mulher respectivamente. Por causas constitucionais, hipotrofia da musculatura pouco trabalhada na mulher moderna que passa maior parte de seu tempo sentada, dirigindo e sem atividades físicas voltadas a manutenção da parede pélvica, estes grupos musculares sofrem com estas consequências bem como obesidade, gravidez, partos vaginais, promovendo não somente alargamento da vagina, mas também relaxamento destes grupos musculares e exposição do reto (retocele) e da bexiga (cistocele) sendo denominados roturas perineais complexas.

As correções destas alterações funcionais dispõem na atualidade diversas técnicas cirúrgicas minimamente invasivas como os slings para correção das incontinências urinárias (perdas involuntárias de urina), uso de telas específicas para restauração da estática pélvica.

Modernos procedimentos com preenchimentos específicos líquidos e sólidos (pmma, ácido hialurônico, siloxano) e outros, promovem aumento de volume interno, proporcionando uma sensação de maior atrito durante as relações sexuais.

Hipertrofia e fimose clitoriana

O clitóris nas mulheres pode sofrer com flutuações hormonais sejam produzidos pelos medicamentos ingeridos ou mesmos naturais produzidos por alterações patológicas como hipertireoidismo, síndromes suprarrenal, obesidades e outras.

As cirurgias promovem a retirada do capuz clitoriano, fazendo com que o clitóris fique mais exposto e assim permitindo um maior atrito e contato durante as relações sexuais. A hipertrofia também pode ser corrigida cirurgicamente sem se retirar parte anatômica do clitóris, promovendo uma cirurgia estética onde se sepulta parcialmente o clitóris, harmonizando e equilibrando a genitália externa.

Rejuvenescimento genital

As alterações fisiológicas sobre a genitália, como envelhecimento intrínseco, menopausa e climatério, gravidez e anticoncepcionais, obesidades, diabetes mellitus, distúrbios hormonais (tireoide, suprarrenal, ovarianas) nutrição, podem levar a aparências de envelhecimento precoce com escurecimento genital, perda da elasticidade, perda do turgor da pele genital e sua texturas, produzindo aspectos de flacidez e enrugamento.

Diversas técnicas podem promover o resgate destas alterações inestéticas como os peelings genitais que produzem melhor o colágeno da pele, e da elastina, o laser para resurfacing dérmico devolvendo o aspecto jovial da pele genital, clareando e dando maior hidratação.

A utilização da luz pulsada ou dos lasers que podem ser utilizados para a depilação médica definitiva e assim melhorar os aspectos de clareamento, rejuvenescimento e principalmente a redução dos pelos, assegurando assim também o tratamento da foliculite genital e supra púbica (espinhas e acnes) que tanto incomodam as mulheres quando utilizam biquínis ou maiôs mais cavados.

NADA SUBSTITUI A CONSULTA COM SEU MÉDICO