A Videohisteroscopia não necessita de nenhuma incisão. Por meio de orifícios naturais é introduzido um sistema de ótica de pequenos calibres e microcâmeras. 

Através dela, são identificadas inúmeras indicações diagnósticas e cirúrgicas, como por exemplo: 

• Diagnósticos dos espessamentos endometriais, sejam no menacne ou na menopausa. Diagnósticos de patologias neoplásicas de grupo de risco associadas à diabetes, hipertensão arterial, IMC < 26, CA de mama e cólon (estes com RR 13x associados ao CA de endométrio); 

• Investigação de corpo estranho como Metaplasia Óssea pós-abortos retidos ou retenção de cotilédones placentários e pós AMIU; 

• Controle e reposicionamento de DIUs Hormonais (Mirena);

• Diagnósticos de metrites crônicas; 

• Septoplastia histeroscópica para tratamento da má-formação Mullleriana como septo uterino com alta resolutividade e retorno reprodutivo; 

• Ablação endometrial para reduzir ou mesmo suprimir os fluxos sanguíneos menstruais, seja por sistemas convencionais monopolar ou Thermachoise/ Versapoint; 

• Polipectomias para remoção e tratamento; 

• Tratamentos de Istmocele;

• Histeroplastia para retirada das sinéquias uterinas; 

• Miomectomias de miomas submucosos de até 4 cm; 

• Tratamento endoscópico do aborto retido com preservação do endométrio; • Hiperplasia endometrial.

A Videohisteroscopia também traz vantagens como curta permanência
na clínica (de no máximo 12 a 24 horas) e preservação da
fertilidade da mulher, com tratamentos minimamente invasivos, uma
alta resolutividade e baixa morbidade.