Após um excelente diagnóstico, de acordo com a gravidade e localizações da endometriose, os tratamentos sempre serão combinados, ou seja medicamentoso e cirúrgico. Através da videolaparoscopia, os diagnósticos são delineados e as lesões destruídas com sistemas diversos, como coagulação e vaporização com energias de bipolar, laser, ou alta frequência. Em aproximadamente 1- 3% as lesões podem comprometer órgãos nobres como intestinos, bexiga, ureter com uma profundidade superior a 5mm podendo atingir a intimidade destes órgãos. Nestes casos mais graves a intervenção devem ser multidisciplinar com atuação de outras especialidades envolvidas como proctologia, urologia etc. Após os tratamentos videolaparoscópicos, com destruição ou retirada das lesões, segue-se um tratamento medicamentoso por 4 a 6 meses onde se busca suspender as menstruações com a utilização de drogas injetáveis mensais ou trimestrais conhecidas como análogos GNRH.

A seguir os controles se seguem com revisões que podem ser clínicas, ultrassonográficas, endoscópicas e até mesmo uma nova videolaparoscopia. O sucesso destas medidas terapêuticas é atingido com a melhora das dores pélvicas, e da fertilidade. Pode se inclusive estimular a gravidez espontânea ou conduzida por reprodução assistida, como forma secundaria de tratamento, já que a gravidez prolonga os efeitos inibitórios sobre as lesões endometrióticas.

Quais as mulheres que tem mais chance de serem portadoras de endometriose?

As mulheres que menstruam muito cedo antes dos 10 anos, que menstruam com grande volume e por muitos dias, as mulheres com potencial de stress, com perfil psicológico de irritabilidade, que se queixam de cólicas menstruais e dores nas relações sexuais. O fumo parece atuar como fator preventivo da endometriose.

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